quinta-feira, 25 de março de 2010

A Casa Grande no Rio de Janeiro


A itinerância da exposição Casa Grande – Uma Viagem aos Encantos da Chapada do Araripe retornaram ao Cariri nesse dia 16 de março, e já estão reorganizando as malas para seguir com a turnê ao Rio de Janeiro, que será neste mês de abril. Eles irão com o mesmo objetivo, fazer intercâmbio divulgando o turismo e a cultura da região.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

“Jacinto Silva. No coração da gente”

Já na fábrica o CD “Jacinto Silva. No coração da gente”. Idealizado por Edson Barbosa e com direção geral de conteúdo e produção de Tiago Araripe, o CD “Jacinto Silva. No Coração da gente”, já está em fase final de produção e deve ser lançado após o carnaval. O CD produzido pela Link e Estúdio Muzak (Candeeiro Records) reúne 16 músicas do repertório de Jacinto Silva. O projeto gráfico é assinado pelo diretor de arte Marcelo Barreto e tem como mote a Feira de Caruaru. Não poderia ser diferente. Jacinto, alagoano de nascimento, morou boa parte de sua vida nessa cidade do Agreste pernambucano, terra também de um dos seus mais constantes parceiros: o compositor Onildo Almeida. O álbum dá continuidade à tradição da Link em produzir sempre uma peça cultural para comemorar o início de cada ano. Exemplares do disco serão distribuídos aos clientes e amigos da Link, à família de Jacinto Silva e à unidade do centro espírita que o músico frequentava. Ouça “Aboio de um Vaqueiro”, na interpretação do maestro Spok. Aboio de um Vaqueiro '>" src="http://linkpropaganda.com.br/wp-content/uploads/capa-500x500.jpg" width=500>

Confira as faixas e intérpretes do CD:
1- Aboio de um vaqueiro (Jacinto Silva) - Spok
2- Aquela Rosa (Jacinto Silva) - Margareth Menezes
3- Teste para cantador (Jacinto Silva) - Jacinto Silva e Silvério Pessoa
4- Minha professora (Jacinto Silva) - Targino Gondim
5- Cante cantador (Jacinto Silva/João Silva) - Flávia Wenceslau
6- Moleque de rua (Manoel Alves/Agenor Farias) - Caju e Castanha
7- Plantação (Jacinto Silva/Janduhy Finizola) - Maciel Melo
8- É tempo de ciranda (Onildo Almeida) - Isaar França
9- Justiça Divina (Onildo Almeida) - Tiago Araripe
10- Coco de praia (Jacinto Silva) - Flor de Cactus
11- Filosofia do forró (Jacinto Silva) - Josildo Sá
12- Pisa maneiro (Jacinto Silva) - Xangai
13- Gírias do Norte (Jacinto Silva/Onildo Almeida) - Elba Ramalho
14- Coco do gago (Jacinto Silva) - Tom Zé
15- Imaginação (Jacinto Silva/Idevaldo Nunes Marques) - Petrúcio Amorim
16- Fonte de Luz (Jacinto Silva/José Roberto Souto Maior) - Aurinha do Coco
Resumo da biografia de Jacinto Silva, conforme o site Dicionário da MPB, onde também pode ser encontrada sua discografia completa.
Discípulo de Jackson do Pandeiro. Iniciou a carreira em 1942. Seu trabalho serviu de inspiração para bandas pernambucanas como a Cascabulho. Em 1962 gravou na Mocambo seu primeiro disco com o baião “Justiça divina”, de Onildo Almeida e a moda de roda “Bambuê bambuá”, de Joaquim Augusto e Luiz Plácido. No mesmo ano, teve o rojão “Moça de hoje”, parceria com Ari Lobo gravado na RCA Victor pelo próprio Ari Lobo. Em 1963, na mesma gravadora gravou de sua autoria o coco “Coco trocado” e de Onildo Almeida, a moda de roda “Chora bananeira”. No mesmo período, registrou de Genival Lacerda e Antônio Clemente, o rojão “Carreiro novo”.
Em 1964 gravou dois dos últimos 78 rotações da série 15.000 da Mocambo com a moda de roda “Aquela rosa”, de sua autoria e o coco “Na base do tamanco”, parceria com José Maurício. Na ocasião, os discos foram divididos com Toinho da sanfona, que gravou no lado B. Em 1966 lançou o LP “Cantando”, pela gravadora CBS. Emm 1973 participou do disco “Forró na palhoça” lançado pela CBS no qual interpretou “Tarrabufado”, de sua autoria e Isabel Biluca e “Flor de croatá”, de João Silva e Raimundo Evangelista. Em 1974 lançou pelo selo Tropicana-Cantagalo o LP “Eu chego lá”, que na época recebeu calorosa crítica do jornalista José Ramos Tinhorão, que a respeito do disco afirmou: “… desfilam toadas agalopadas como “Flor de Croatá”, cocos como “Coco do pandeiro”, mazurcas nordestinas como “Eu chego já”, baiões de ritmo acelerado como “Tentar esquecer”, sambas-baiões como “Concurso de voz”, gêneros desconhecidos como mineiro-pau: uma estranha mistura que lembra ao mesmo tempo o ritmo do calango e, mais longinquamente, dos sambas de partido alto cariocas.”
Lançou pela Manguenitude, em 2000, o CD “Só não dança quem não quer”, produzido por Zé da Flauta, com participações especiais de Chico César, Vange Milliet, Mestre Ambrósio, Marcos Suzano, Toninho Ferraguti e Bocato. Destacaram-se no disco, “Fumando mais Tonha”, “Coco trocado”, “Chora bananeira” e “Abaio de vaqueiro”. Ao longo da carreira gravou 24 LPs e dois CDs.
Em 2001 recebeu um tributo do cantor e compositor Silvério Pessoa, ex-líder do grupo Cascabulho, no CD “Bate o mancá”, com músicas de Jacinto Silva, que aparece em algumas vinhetas ao longo do disco. Foram selecionadas 14 músicas do compositor e cantor alagoano, entre as mais de 200 de sua autoria.

Postado por Malu Oliveira no Blink - o Blog da Link
http://linkpropaganda.com.br/secao/blog/
Indicação: Tiago Araripe

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

terça-feira, 13 de outubro de 2009

C O L E T I V O

O dicionário Houaiss diz sobre Coletivo:
1. Que compreende ou abrange muitas pessoas ou coisas, ou que lhe diz respeito;
2. Veículo para transporte coletivo (ônibus, bonde, etc);
3. Diz-se de ou substantivo que, embora singular, indica pluralidade de seres;
4. Etim. Latim “collectivus,a,um”, que agrupa, ajunta.
O Coletivo nasceu de encontros carinhosos e musicais.
Mais precisamente a partir da Mostra de Arte de Países de Língua Portuguesa promovido pela Fundação Casa Grande em Nova Olinda-CE em maio de 2009.
Para esta Mostra veio gente do Brasil, Moçambique, Portugal, Angola, Canadá.
Músicos, produtores, artistas, donos de estúdio, produtores musicais, ativistas culturais, cineastas, começaram a querer trocar bem mais do que cartões de visitas.
Que tal partilharmos o que temos, misturar nossa arte, nossos sonhos de forma democrática, aberta e conjunta?
Esta foi a pergunta que nos fizemos depois de termos colocado os pés no reino encantado da Casa Grande, que fica além do arco-íris.
Pensar a vida, a música, a arte como um processo de reciclagem coletiva.
Embarcar todos num desejo comum de parceria e troca. Um Coletivo real, um ônibus, com destino indeterminado, mas guiado pelo mapa da amizade e da diversidade.
Aproveitar a tecnologia para esta troca inventando um banco virtual onde pudéssemos depositar letras, músicas, idéias, projetos, filmes e partilhá-los.
Fizemos um piloto que foi a gravação de uma música do Stewart Sukuma. Cantamos eu, Sukuma e JP Simões. Paulo Brandão produziu e tocou. O material foi para a Casa Grande onde receberá mais gravações e rumará para Moçambique para a gravação das percussões.
Esse pode ser um dos caminhos.
Afinal todos nós juntos é que decidiremos qual será o itinerário desta viagem neste Coletivo elástico, que se estica à cada novo embarcado e onde todos são bem-vindos.
O único rito de passagem do Coletivo é uma visita à Casa Grande para aqueles que ainda não foram até lá. Posso dizer, sem hesitar, que é uma espécie de dever cívico!
Elizah – cantora, compositora – Brasil (RJ)